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O que acham de Óscar?

em 02/07/19


Vou aproveitar o bom momento de Oliver para fazer um pouco de campanha por Oscar. Possivelmente, os dois nomes não apelarão ao mesmo público: quem gosta de Oliver estará inclinado para nomes modernos e ainda pouco ouvidos em Portugal e Oscar não se enquadra bem neste perfil. Mas Óscar [que agora pode ser registado com ou sem acento] poderá ser uma opção interessante para quem já se rendeu aos nomes simples e, repetindo o que escrevi neste post, pode ser um par perfeito para Simão, Jaime, Matias, Tomé, Laura, Clara ou Elisa. Noutra linha [ou será na mesma?], há dias pediram-me uma listinha de nomes hispter e Óscar foi uma das minhas sugestões. 
Óscar é um nome internacional e, a título de exemplo, lembro que foi o 6.º nome mais registado na Suécia em 2018, tendo sido a escolha da princesa Victória para o seu filho; está na 8.ª posição do ranking de Inglaterra e Gales - que, por sinal, é liderado por Oliver e também está no top 100 Espanhol. Se acham Oliver um nome cheio de potencial mas preferem algo mais próximo da nossa cultura, acho que Oscar merece a vossa atenção! 

Anos-luz: Matilde & Clotilde

em 28/02/19


A minha sobrinha Matilde tem agora 14 anos, mas lembro-me de um dia lhe ter referido o nome Clotilde e de ela achar que eu o tinha inventado. Clotilde nunca foi um nome muito popular em Portugal e não me parece totalmente descabido que as gerações mais novas nunca o tenham ouvido, tal como possivelmente nunca terão escutado Mavilde
Apesar de estar próximo do super popular Matilde, Clotilde não tem o mesmo prestígio e acho difícil que algum dia volte a ser uma séria opção para as meninas portuguesas. Mas, a acontecer, até poderia ser agora, quando nos sentimos atraídos por Chloe

Anos-luz: Olívia & Olímpia

em 09/01/19


Aqui estamos nós de volta com dois nomes que, aparentemente, têm tanto em comum, mas que não cativam os portugueses [e não só] da mesma forma: em 2017, Olívia ficou no top 70 de nomes femininos mais escolhidos enquanto que Olímpia não é registado como primeiro nome desde 2008. 
Esquecendo tudo o que nos rodeia e que influencia a forma como vemos os nomes, acho-os bastante similares, não só fonética e graficamente, mas também em estilo. E se tivesse que escolher um preferido, até acho que Olímpia soa melhor, é mais doce e suave. Mas a escolha de um nome está envolta num contexto e a era da imagem trouxe-nos a Olivia Wilde, a Olivia Palermo e, sobretudo, a Olivia Pope e acho que isso contribuiu muito positivamente para a forma como olhamos para Olívia! 

Anos-Luz: Vicente & Clemente

em 06/12/18


Se as práticas de nomeação fossem lógicas, não tinham piada nenhuma. E eu não dedicaria tantas horas a pensar no que leva a população a apaixonar-se por um nome, ignorando, ao mesmo tempo, outro muito semelhante. 
Vejamos o caso de Vicente, um nome que está a atravessar a fase de maior popularidade de sempre, e de Clemente, que foi escolhido uma única vez em 2017. Ambos são nomes de origem latina, remetem para adjectivos aspiracionais [vencedor e bondoso], estão presentes na onomástica portuguesa desde sempre, estão  na lista de nomes dos Infantes de Portugal, são ambos comuns enquanto apelidos, atravessaram o século XX com níveis de popularidade semelhantes... e é o que se sabe. 
Mas eu até acho que haveria espaço para Clemente: o facto de ser literal não tem sido problema para Clara ou Salvador; estaria bem junto de Benedita, Constança e até de Madalena. Ou poderia beneficiar da popularidade de Santiago & Francisco, pela ligação à Igreja Católica. 

O homem da foto é o supermodelo francês Clément Chabernaud, que nasceu nos finais da década de 80, quando Vincent era um dos nomes masculinos mais populares na França. E se hoje Vincent está fora do top 100, Clément ocupa um distinto 36.º lugar, como vimos aqui há um par de meses. Quem sabe se daqui a vinte anos não estamos na mesma situação...  

Por que não amamos Cecília?

em 18/09/18



Hoje é dia de combate ao desperdício cá no blog e, por isso, gostava de vos recordar a existência de Cecília, deixando-vos um trecho que escrevi em 2011: 

Cecília Emília são dois nomes que parecem encaixar na perfeição nesta nova tendência de nomes antigos e simples, como Alice, Laura, Júlia e Camila. O uso de ambos é frequente em Portugal, onde são dois nomes conhecidos de toda a gente mas, à semelhança do que aconteceu com tantos outros nomes, caíram em desuso a partir de 1975, numa altura em que os pais começaram à procura de sonoridades mais modernas. Hoje, no entanto, seriam pares perfeitos para as pequenas Matildes, por exemplo! 

Se Emília regressou ao top 100, acho que Cecília também tem potencial! 

Se amamos Clara & Alice...

em 17/05/18


podemos apaixonar-nos por Clarice, uma variante aprovada recentemente em Portugal? O nome não é uma novidade para nós e em 2014 já por aqui tínhamos defendido o potencial de Clarisse - que, infelizmente, ainda cativa poucos pais portugueses. Mas dada a popularidade de Clara e Alice, haverá espaço para o crescimento de Clarice? 

Se amamos Eva & Valentina...

em 26/09/17


será que podemos gostar mais um bocadinho de Evelina?

Se amamos Inês,
podemos gostar um bocadinho de Mercês?

em 26/10/16


Cinquenta e três mil, seiscentas e vinte e quatro. Isso mesmo: entre 1990 e 2015, nasceram 53,624 meninas portuguesas a quem foi atribuído Inês como primeiro nome. E aqui não entram as meninas que se chamam Maria Inês, mas a nossa predilecção por este composto também está bem documentada aqui no blog
Os números são muito expressivos e deixam bem claro que não é viável sugerir alternativas para este nome, já que ele é único e incomparável. Mas isso nunca me demoveu e por isso hoje gostava de deixar no ar a ideia de que a paixão nacional por Inês podia abrir caminho, mesmo que um caminhinho muito estreitinho, para Mercês! E se pensarmos bem, Mercês também poderia ser considerado um bom par para Benedita, Madalena, Pilar ou Amélia. 
Alguém se junta à causa?